Namorar quando separados

Pensando em desistir

2020.10.17 18:12 MenteConfusa Pensando em desistir

Esse desabafo foi extremamente necessário, feito por uma pessoa muito confusa com tudo, que não consegue colocar seus pensamentos em organização e alcançar suas metas e objetivos. Eu sei, ficou realmente grande, mas é uma forma de eu mesmo tentar me ajudar, colocando tudo o que dói pra fora, visto que não converso com ninguém sobre isso, o que talvez seja mais um problema que só percebi agora
Escrevam sobre o tópico que lhes interessa e já vai me ajudar muito, dificilmente alguém vai ter um bom conselho pra tudo
Sou um rapaz de 20 anos com muitos sonhos, muitas metas pro futuro mas que não consegue colocar tudo em prática. Não sei se o que me falta é foco, ação ou o que mais. Na verdade quando penso o que quero e preciso fazer minha mente gira por tantos assuntos que não consigo organizar meus pensamentos e metas, foi daí que comecei a escrever pra dar um rumo
Geralmente passo meus dias fazendo algumas coisas que vão dar resultado a longo prazo, como tentando cuidar da minha aparência, do meu corpo e fazendo as obrigações diárias. Acabei o ensino médio há um tempo e não encontrei nenhuma faculdade que tenha o que realmente quero. Eu vejo faculdade como uma encheção de saco gigante, eles colocam matérias só pra cumprir com o que o MEC pede e quem se fode é o estudante que perde muito tempo. Eu tava procurando alguma facul rápida por aqui que tenha a ver com gestão, administração, empreendedorismo, marketing, vendas, mas não encontrei ainda uma de qualidade que seja tecnólogo (2 anos e meio de graduação)
Todo o meu ensino até hoje foi público e de péssima qualidade. As vezes nem tinha aula e os professores lecionavam em áreas que não estudaram, o que tornava tudo ainda pior pra absorver. A estrutura era ruim, os professores eram ruim, os alunos eram ruins e você não tinha nada no que se espelhar. No fundamental sofri um pouco de bullying que foi o suficiente pra me traumatizar por um tempo, sempre que eu pensava em ir para a escola me dava calafrios. Se não fosse o meu melhor amigo, eu teria reprovado, ele era a única inspiração e motivação que eu tinha, fazíamos as atividades juntos e um se espelhava no outro, pois éramos os melhores da escola (título fácil de alcançar)
Minha família não é muito de conversar sobre os problemas, isso já é de muito tempo e é meio que cultural entre nós. Não converso sobre nada com meu pai, mas ele quase sempre me deu tudo o que preciso, é uma pessoa liberal, me deixando sair quando quiser e o tempo que quiser, só não gosta que eu mude minha aparência ou se envolva com cigarro ou coisa pior, beber pode. O que mais me deixa confortável é que ele não me pressiona de forma nenhuma sobre eu não estar trabalhando ou não dar nenhuma atualização sobre o que quero fazer, na verdade não sei nem se ele se importa tanto com o que quero, só com que eu consiga logo. Esse tempo é muito importante para um jovem que ainda precisa se decidir e precisa de tempo pra bolar algo que dê certo. Se não fosse pelo PS2 que ele me deu quando eu tinha uns 7 anos, eu não teria aprendido inglês cedo, o que prejudicaria muito das coisas que sei hoje e pior, eu procuraria lazer na rua, com amigos aqui da favela que seguiram por caminhos não convencionais de se ganhar dinheiro, e provavelmente eu faria o mesmo. Meu pai é a pessoa que eu mais amo no mundo, uma das minhas metas é ter uma boa relação com ele
Meu pai tem problemas de saúde como diabetes e pressão alta e não importa o que aconteça ele continua se alimentando mal, mesmo sabendo do pior. Eu sinto que ele pode morrer e se isso acontecer eu não vou me perdoar nunca. Eu fico puto pois passamos por um problema recente e ainda assim ele ainda não mudou, problema esse que vou citar agora
Recentemente minha mãe morreu, mas eu não me sinto confortável em contar os detalhes aqui. Meu pai foi essencial pra resolver toda a situação, mesmo os dois sendo separados há anos, ele tankou a maior parte da dor por mim e minha irmã.
Acredito que prevenir é a melhor coisa que existe pra viver bem com a própria mente, anotar todos os problemas e desejos e fazer eles o mais rápido o possível, para que você saiba que quando algo de ruim aconteça, você fez o possível. O problema é que não consigo, meu bloco de notas fica cada vez mais cheio, tem coisas de um ano atrás que não concluí ainda
O que mais me ajudaria agora é fazer dinheiro com algo que eu gosto. Prezo muito o tempo e sei que é a moeda mais valiosa que existe, então eu não gosto de gastar meu tempo com um trabalho que eu nao gosto, mas a ironia está em que eu gasto muito meu tempo com coisas inúteis no celular, quando poderia estar fazendo dinheiro com algo que não gosto. Sou burro
Sonho em ganhar dinheiro enquanto evoluo minhas próprias habilidades e coisas que eu gosto, ajudando pessoas e a mim mesmo. Talvez com assuntos políticos, religiosos, comunicativos, ajudando pessoas, evoluindo a mim mesmo, espiritualidade, jogos, lore, curiosidades, entretenimento, ajuda aos animais e blá blá blá. Uma plataforma que eu conseguiria fazer isso é o YouTube, mas preciso de um planejamento gigante e fico empacado no overthinking, sem agir de verdade. Outras formas de fazer money que eu amo é empreendendo, pois amo ser o dono do meu próprio negócio, odeio ter chefe e horário pra chegar em um lugar e valorizo meu tempo. Fazendo investimentos, pois em algum momento vou querer viver só de renda, e essa forma de fazer dinheiro junto com o empreendimento me permite ajudar muita gente mesmo, através de educação ou investindo nelas, talvez eu pense em seguir uma carreira política no futuro, visando evoluir minha comunidade, cidade, estado e região
No começo do ano eu sonhava em viajar pro exterior e trabalhar lá com programação, fazer muito dinheiro na Europa e voltar, mas aí eu pensei 'vou gastar anos trabalhando com algo que eu apenas gosto (não amo) sendo que eu posso fazer dinheiro fazendo algo que amo, evoluindo as áreas que amo com a consequência que vou demorar um pouco mais pra conseguir esse dinheiro? E decidi mudar de profissão desejada. Já fiz isso umas 6x esse ano, até que estou aqui. Só esse ano já mudei de faculdade desejada umas 10 vezes até desistir. Eu queria uma facul de empreendedorismo mas só tem no sul, porém acho que pego alguma de administração tecnólogo por aqui. Eu pretendo ser bem versátil, pra caso dê ruim no YouTube, empreendimento e investimentos, eu tenha um caminho de saída, uma porta de emergência, mas ainda estou MUITO confuso nessa área que é talvez a mais importante
Penso que se eu morar sozinho vou ter foco 100% em mim, pois um dos maiores problemas que vi é que as pessoas ao meu redor sugam o meu potencial. Desde que minha irmã voltou a dividir quarto comigo quando começou a pandemia, eu venho definhando cada vez mais, comprei The Witcher 3 pra passar a quarentena e todas as minhas metas e meu progresso foram por água a baixo, eu me viciei de novo em jogar mas ultimamente já resolvi. Ela suga minha mente, poluiu meu quarto com as coisas dela e eu não tenho mais espaço nenhum em casa pra fazer minhas coisas. Quando minha madrasta chega a noite eu fico 0% produtivo. O único momento que eu me sinto bem é de madrugada, quando todo mundo tá dormindo e eu consigo usar meu tempo de uma boa forma, ao menos conseguiria se eu não procrastinasse. Atualmente não estou acordando nesse horário pois meu sono está desregulado.
Ultimamente me apaixonei algumas vezes mas não passou de uns meses ficando. Tenho dificuldade pra conhecer pessoas novas, mais ainda de conhecer pessoas que eu me interesso, então acabo ficando carente por bastante tempo, até me apaixonar de novo. Tenho alguns traumas de relacionamentos então me sinto com o pé atrás de namorar de novo, mas queria muito arriscar, só falta a pessoa
Quero morar só, porém pra isso preciso de dinheiro, porém pra ter dinheiro preciso fazer dinheiro, pra fazer dinheiro preciso de espaço pra colocar minha mente no lugar, pra ter esse espaço preciso que minha irmã suma, ou que eu ative algum modo secreto onde eu consiga me esconder em uma bolha pra me desenvolver, ou me suicidar, ou que algum milagre aconteça... Eu não sei o que fazer... Talvez se eu apenas fazer, aconteça...
Como já falei, ainda não pude resolver esse problema familiar pois não costumamos conversar, pra piorar tudo ainda tenho que aturar o namorado dela que é um pé no saco, dormimos nós 3 em um beliche em um quarto de 2m², não vou entrar em mais detalhes pois aí envolve a vida particular dela
No mais eu sou uma pessoa extremamente feliz. Não fico triste com felicidade, as vezes só fico puto com facilidade. Tenho muita dificuldade em chorar, não sei se isso é um traço de frieza, de felicidade ou de pouco espaço pra tristeza, mas no geral as emoções que envolvem relacionamento me afetam muito. Odeio sentir ciúme, odeio me apaixonar e depois perder essa pessoa, são nesses poucos momentos que eu choro de raiva. Tenho alguns muitos amigos e o pico de dopamina produzido pelo meu cérebro é quando estou em festas com eles, me drogando e curtindo. Amo meus amigos demais, a maioria deles fiz na escola e foi a única coisa boa que tirei de lá
Talvez eu conseguisse progredir se simplesmente desistisse de tudo e levasse uma vida genérica. Talvez seria mais fácil se eu pensasse menos e desse menos importância pras coisas, o famoso 'deixa a vida me levar'. Talvez com o tempo minha mente se acostumasse e eu não me importaria mais
Escrever me ajuda muito, então mesmo que não tenha nenhum comentário aqui, isso me ajuda a organizar meus pensamentos
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2020.10.14 02:49 Krahmukoslovisk Porque não sou feliz?? *aviso de texto enorme*

Sempre que começo a estabilizar ou estagnar sempre me surge um sentimento cruel, de que eu estou preso a algo ruim, que ficarei pra trás. Tenho um desejo incontrolado de sair e começar tudo do zero. Porém quando estou em um lugar novo sinto falta do conforto e do carinho, me fazendo querer desistir. Hoje estou fazendo mestrado, trabalhando em uma ótima clinica e mesmo assim sinto um vazio no peito, uma dor e uma angustia, seriam esses os sintomas tardios do termino? Da realização de um “fim”. Pois é, em 2017 voltando do meu intercambio dos estados unidos eu tive um relacionamento rápido coisa de 3 meses, terminei e pra mim foi tudo bem, não havia história e não havia amor verdadeiro. Alguns meses depois me veio a ruiva mais linda que eu já vi (apesar de não ser ruiva natural caia muito bem nela, e nem se podia notar), eu me apaixonei na hora, mas pensei “não sou cara pra namorar, não consigo me conectar’. Eu não podia estar mais enganado. Os primeiros meses foram difíceis, ela havia terminado um relacionamento que não tinha superado, não queria se envolver, muito menos eu, afinal estava na faculdade e queria curtir tudo na mais absoluta esbornia. Porém o cheiro, o carinho e aquele sorriso me quebrou de uma forma tão intensa que eu não quis acreditar, foram períodos de muita felicidade até o momento que tudo virou de cabeça pra baixo, terminamos pois estávamos muito estranhos e eu não entendi muito bem mas não tive objeção, só que algo não estava certo pra mim eu não conseguia esquecer ela.
Fui atrás e descobri da boca dela uma traição, e que ela estava sendo coagida, foi agredida e teve que sair de onde morava por causa do sujeito. Foi o momento 1 da minha mudança, pois sempre fui um cara que abominou traição e quando a pessoa trai uma vez vai trair de novo, só que eu não consegui, não consegui olha pra ela e dizer que não queria olhar pra ela nunca mais, porque eu queria ela do meu lado, então, foi quando eu deixei ela morar comigo, dividir a casa com quem me traiu e quebrou minha confiança, chorava toda noite, porém não conseguia mandar ela embora não estava certo pra mim, e que apesar do que ela fez pra mim, o que fizeram com ela foi pior, voltaram as amigas dela contra ela, as próprias meninas de republica não ajudaram ela nem mesmo na parte da agressão. Eu resolvi dar mais uma chance pra ela e ó Deus daria mais umas 20, porque depois disso não tive o que reclamar, sempre atenciosa, se preocupava comigo, fez questão de conquistar minha confiança pouco a pouco até eu pensar em casar com ela, porém veio o ponto da virada numero 2.
Final da minha faculdade estava passando por problemas com os professores, a ponto de quase ter que ir no ministério publico para resolver um conflito, meu TCC estava um caco e eu estava a um pingo de ser reprovado no meu ultimo semestre, e isso é claro refletiu no relacionamento, brigávamos sempre pois estava apático a tudo, só conseguia comer e jogar, ela (com toda razão) se sentia abandonada, e eu não sabia se queria continuar namorando pois tudo na minha vida estava triste. Terminamos novamente, me consultei com um psiquiatra que me passou medicações e tirei um tempo para ficar em casa, tive crises de pânico, mas quando as medicações começaram a fazer efeito eu consegui fazer tudo, e ela, mesmo depois de ter terminado continuou ao meu lado, me ajudando e segurando minha onda diversas vezes, e no final eu percebi que estava em um momento horrível e pedi para voltar, voltamos. Então se inicia 2019 (teve um salto grande eu sei) quando sai da cidade onde fazíamos faculdade e fui para vila velha e ela ficou lá, novamente as coisas começaram a ficar estranhas, ela é a definição de paixão pra mim, intensa, sem medo, faz o que o coração manda e passar por cima de tudo para fazer o que acha certo, e eu não, sou acomodado e fico sempre a mercê do que os outros fazem ou deixam eu fazer, sou passivo nas atitudes. A distancia era grande, eu tinha uma rotina pesada e não tinha tempo de conversar por mensagem, estava muito dedicado ao meu estagio e ela precisava de mim, precisava conversar e precisava do namorado dela ali do lado dela, então brigávamos constantemente, então novamente outro termino. Só que dessa vez fui tão cego que não vi o que ela estava passando, os problemas que tive de final de faculdade ela também teve, e eu egoísta que sou, não soube ver isso, e quando me toquei do que havia feito, tentei de alguma forma ajudar, mas ela não me atendia, e quando a gente se falava ela só sabia chorar, e eu tapado que sou não sabia o que fazer e como agir.
Então começa o ponto de virada 3, terminei o meu estagio, voltei pra casa e arrumei um emprego em um consultório veterinário perto de casa(interior do ES divisa com o RJ), e ela voltou pra cidade dela Pedro canário (norte do ES, divisa com a Bahia) estávamos terminados porem anos antes compramos um congresso de veterinária juntos e ela disse que mesmo que terminássemos ela ia disponibilizar a casa (o pai dela mora em Curitiba) dela para eu ficar. Foi chegando a data de ir e eu não sabia se aquilo estava valendo ou não, então quando menos esperava, depois de semanas sem se falar ela pergunta quando que vou, eu que nem tinha preparado nada, entrei em choque e comecei a ver data de voo, e na minha cabeça pensava “vou conquistar essa mulher de novo”, e como já dizia Rubel “se for preciso eu pego um barco e eu remo por 6 como peixe pra te ver”, ela ama Rubel. E fui, eu nunca tinha sido recebido tão friamente, era simplesmente era apática a tudo que era relacionado a mim, eu pensei “não vai dar” e já fui baixando a expectativa mas não desisti, e então em um belo dia a noite em casa, a gente ficou entre choros de saudade e tristeza, amor e ódio. Mais uma vez resolvemos tentar, sempre claro corrigir os erros do passado, para não se repetir. Ela fez comigo um teste de perseverança pois estava devastada com o que fiz com ela (deixar ela sozinha no fim da faculdade segurando uma barra desgraçada) Eu arrumei um estagio para ela numa indústria de laticínios na minha cidade e ela foi pra lá. Eu percebia que ela era muito grossa e sempre discutia por coisas bestas, eu sabia que era pra me testar, segui firme. Próximo do estagio acabar, meus pais (que aliás achavam que estávamos separados, na verdade só fingiam) perguntavam quando ela ia embora, e eu não sabia como tocar nesse assunto porque eu também não queria que ela fosse, queria ficar com ela, mas então em janeiro de 2020 ela foi embora, para Curitiba na casa do pai dela. E pra minha sorte o que houve em 2020? Pandemia, comércios fechados, aeroportos fechados, caos no mundo, e a única forma da gente estar junto e por whatsapp, e quem é o insensível que não consegue ser atencioso a distância? Eu mesmo e assim levamos por alguns meses, planejando nos ver em pleno a pandemia, mas eu não tinha dinheiro, recebia muito mal (menos que um salário mínimo) e pra ir ver ela teria que pegar dinheiro com meus pais, que com certeza não me emprestariam, então era sempre uma decepção porque ela sempre vinha com promoções de voos e formas da gente se ver, e eu sempre realista quanto a nossa situação, foi então que em junho desse ano ela me ligou terminando tudo.
Aceitei, foi uma conversa ate que longa, ficou muito claro nossos motivos, mas o principal foi a distância (eu não consigo ser eu mesmo por mensagem, não sei o que acontece, no dia eu só vou fazendo as coisas e depois que me toco de ver celular mas as vezes já e tarde). No mesmo mês fiz minha inscrição no mestrado em Vila Velha aonde havia estagiado meses antes, acabei passando, não recebo bolsa, e estou tendo que trabalhar para pagar o mestrado e as contas (quase 2500 reais no mês) até ter uma bolsa, se houver ela. Mês de setembro fiz plantão todos os finais de semana e terças-feiras, de segunda a sexta estava na rotina do Hospital para aprender a fazer coisas novas em anestesia e a noite aula. Foi um mês desgraçado, mas foi um mês que não senti falta dela, ai nesse ultimo feriado, alguns amigos me chamaram para ir para a praia em Guarapari (cidade próxima) pra gente da uma curtida, então eu fui, e realmente me diverti muito, e no domingo eu acabei ficando com a amiga da namorada de um amigo meu (complicado mas acho que deu pra entender) e nesse momento, meus amigos, só me vinha uma coisa na cabeça, a Ruiva. Eu só dei uns beijos nela e nada demais aconteceu mas no outro dia eu fui embora, porque não estava me sentindo bem com a situação, cheguei em casa triste, com uma dor no peito enorme, e acabei mandando mensagem para ela, conversamos de boa, falamos como estavam as coisas e então vem o momento da virada 4, a Ruiva, conversando com umas pessoas arrumou um emprego numa cidade pequena aqui no espirito santo, e essa cidade meus amigos, é 70 km de onde eu moro, e agora eu não consigo trabalhar, comer, estudar e nem fazer nada, só penso em ir lá e chegar dizendo que vim remando por 6 meses e só pude chegar agora. Porém meu medo é eu ser a pessoa que nunca está feliz, que quando está bom quer mudar e quando muda sente falta do conforto. Inegavelmente eu a amo, e ela me ama também (foi dito isso na conversa) mas tanto ela quanto eu sabemos que amor nunca segurou e nunca vai segurar relacionamento, fico me perguntando, com a possibilidade de ir vê-la a cada 15 dias e trabalhando pra me sustentar, podendo fazer planos de vida, se daria certo. Antes vivíamos em momentos diferentes, mas agora estamos vivendo no mesmo momento, trabalhando e sendo adultos que moram fora de casa. Meu coração e meu corpo doem de medo de ignorar o que todas as fibras dizem que é ir ver ela esse final de semana, mas ao mesmo tempo morro de medo de estar sendo o maior egoísta desse mundo e me deixar levar por esse sentimento e acabar descobrindo que não consigo mudar e que não da mesmo para estarmos juntos. Nunca fui muito religioso, mas já rezei para Deus para ter sucesso, para ter dinheiro pra pagar minhas contas, agora peço que ignore tudo e me uma luz para onde seguir.
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2020.09.09 17:51 -Galactic_Cat- É extremamente difícil ser otimista quando sua vida é uma tragedia

Man, moro num bairro de periferia no interior de SP e tudo q num presta é perto de casa. A 3 quadras tem uma biqueira, no vizinho uma adolescente gravida q fica o dia todo comendo no som, o vizinho de cima usa a casa dele de deposito de reciclagem, a vizinha de baixo deixa 3 filho pequeno fazendo bagunça na rua o dia todo...Tem crescido em mim um sentimento de "anti-pobre" pq gente pouco sucedida sempre mora em periferia? eu sou parte da escoria tbm? num tem futuro em nenhum rosto q olho na rua.
No ensino medio nunca consegui namorar uma mina q gostei, agora pós ensino medio trabalho num lugar q só tem mulher é o lado ruim nisso é q todas namoram/ são casadas...Oq me deixa bolado é q as chances q ja eram poucas agr são inexistentes, n tenho vontade de sair pra cantar meninas, n tenho uma desculpa pra iniciar uma conversa.
Ademais, esses dias brincando com uma colega de trabalho ela disse "n te namoraria nem em outra vida...." minha autoestima sumiu, e pra ajudar todo lugar q chego as pessoas me encaram. Tenho um jeitão meio estranho, cabelo grande, boina, all star....sempre q uma mulher me olhar vou pensar q ta me achando estranho :/
Eu vou em psicolgo mas parece n ajudar, ela n entende oq é ter país separados, sempre ser rejeitado pelos amores, ficar ouvindo musicas repletas de putarias enquanto tenta estudar, ter o ouvido de paió quando tenta ler, voltar do trabalho sujo de farinha e passar na frente da biqueira cheia de traficante usando conjunto adidas de 300 conto...
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2020.08.28 19:29 iammacfag MINHA MÃE ME CHANTAGEIA E EU SOU COVARDE DEMAIS PRA FAZER ALGUMA COISA

Eu amo (na verdade, já amei) minha mãe. Mas depois que ela começou a namorar virou um inferno. Primeiro, eu mando ela parar de sustentar o namorado dela.
Ele não passa necessidade, mas ela já fez: Bolo Lasanha Macarrão 3 vezes e Escondidinho pra ele.
Ele falou que tava sem gás um dia, e minha mãe saiu correndo no meu quarto trocando de blusa e pegando o gás de casa pra levar pra ele. Ela chegou e disse que ele tava chorando, quase passando fome, sendo que naquele dia ela pediu pra achar um motel 5 estrelas pra eles e disse que ele que ia pagar. Meus pais moram juntos mesmo separados, até meu pai sumir daqui, e ele sabe só que minha mãe tá conhecendo ele. E meu pai traiu primeiro 6 anos atrás.
E quando ele chega, ela fala pra ele que eu não respeito ela, que eu falo da vida dela pra todo mundo, o que é mentira já que eu só falo pra quem já sabe, sendo que ela só esse ano, antes do meu pai saber que ela tá namorando, já separados, falou que tava indo comigo passear, sendo que ela quando subiu a rua me deixou lá na calçada, sozinho, só com dois bêbados na rua que podiam ter me matado. No começo do ano eu xinguei o Sérgio (namorado dela), não na cara dele, porque eu nunca vi ele pessoalmente, e ela me deu um tapa, bateu no filho dela por causa do namorado. E quando eu ameaço contar pro meu pai, ela fala: "Conta! Vai lá e conta!" Sabendo que eu não consigo porque meu pai mata ela se souber. E dps vem no meu quarto perguntando se a comida tá gostosa como se nada tivesse acontecido. E quando eu falo pra ela parar de sustentar ele, ela me suborna, a gente não é rico, e sim classe média, que não é alta, e fala que vai pegar parte do dinheiro que ela recebe hoje já que ela saiu do emprego, e fala que "se eu deixar ela ser feliz", ela me dá o celular dos meus sonhos ( o meu não é dos melhores, mas tá com a traseira quebrada e a digital parou de funcionar do nada) e que vai me dar o dinheiro pra comprar meu notebook (vendi meu PC "básico" pra trocar pra um notebook, por ser melhor de transportar) já que boa parte do dinheiro eu emprestei pra ela pagar as contas. Ela acha que eu só penso em dinheiro pra me subornar e fala que se eu contar alguma coisa pro meu pai, ela vai falar que eu bati na cara dela em janeiro.
Eu não bati por querer, a gente tava discutindo no carro e eu fui pegar alguma coisa que eu não lembro na parte de cima do carro e eu tava bravo e minha mão foi rápida e bateu na cara dela bem de leve. Mas ela fala que eu bati por querer, e se falar pra ele, ele acredita e me mata.
Só fico maior de idade daqui 5 anos e me formo em mais 5. Não aguento mais e não tenho dinheiro pra sair e alugar um lugar pra ficar. Se eu tivesse até uma barraca, eu morava na minha tia, colocava a barraca na cozinha e dormia lá, mas eu não tenho. E ante ontem ela ficou me enchendo o saco pra ajudar ela a postar uma bosta no Facebook e eu falei que não porque ela sabia que eu tava na aula.
Alguém sabe o que fazer?
Edit: Falei pra minha tia agora que meu pai falou que se eu fazia fofoca, era por influência da minha tia, e falei porque ela ainda faz comida pra ele.
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2020.07.22 02:58 ddtxt1111 TERMINEI O NAMORO, ACONTECEU UMA COISA... E AGORA??

Olá, tinha uma namorada até poucos dias atrás, tínhamos 3 anos de namoro, perdemos a virgindade um com o outro e sempre fizemos tudo juntos desde que começamos. Alguns dias atrás comecei a sentir algo diferente, e comecei a desconfiar dela e ela de mim, exageradamente. Decidi terminar pois eu tava desconfiando e sempre falava pra ela que tava pensando que ela tava fazendo algo errado, e ela disse que isso tava irritando muito ela, mas ainda continuamos conversando, pois estava difícil sair de vez um da vida do outro, até que ela me provou que não tinha acontecido nada, mas eu ainda estava meio relutante, até que ela me disse que ia no aniversário da tia dela e depois voltava pra casa dos avós ou vinha pra minha casa. Desde esse momento comecei a sentir algo ruim, e como de costume, desconfiei. Ela tinha bebido, e começou a me responder meio seca, pois entendo que eu estava perturbando. A sensação ruim começou a piorar e ela não me atendia, e minha desconfiança aumentava. Na madrugada, eu estava assistindo série, e me deparei com uma mensagem dela dizendo que tinha dormido, acordou aquela hora e queria conversar comigo aqui na minha casa. Quando ela chegou, dormimos um pouco e conversamos, e foi aí que veio o baque, ela disse que bebeu muito e tava muito puta com minhas mensagens, e transou com outro cara. Nessa hora meu mundo caiu, rasguei e quebrei todos os presentes que ela me deu, devolvi o dinheiro, e mandei ela sumir da minha vida, pois não tenho autoestima e nem confiança em mim mesmo, então apesar de ela negar, sei que transar com outra pessoa foi melhor que comigo, e mesmo sabendo que ela estava solteira e tinha o direito de fazer o que quisesse, me magoou pois sempre foi muito forte nossa química e toda aquela coisa de termos transado só um com o outro na vida toda, e isso simplesmente foi quebrado. A questão é que hj, dois dias depois, ela disse que deu um fora no cara, quer transar comigo, e até voltar a namorar, insistindo que eu faço tudo certo na cama e é uma sensação totalmente diferente comigo pois já nos conhecemos, sabemos tudo que o outro gosta, e sempre faço ela gozar. Mas não sei o que fazer, pois me sinto inferior ao cara, em todos os sentidos, e sei que na hora do sexo não vou conseguir fazer nada lembrando dela sentindo prazer com outra pessoa. Me ajudem, queria saber uma opinião de alguém de fora dessa história, imparcial. Devo voltar? Foi só sexo, nada demais? Devo realmente continuar separado devido aquela coisa toda envolvendo eu ter feito sexo só com ela e ela comigo ter sido quebrada? Não sei se tô certo ou errado, só quero saber o que outras pessoas fariam.
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2020.07.22 02:53 ddtxt1111 TERMINEI O NAMORO, ACONTECEU UMA COISA... E AGORA? Senta que lá vem história...

Olá, tinha uma namorada até poucos dias atrás, tínhamos 3 anos de namoro, perdemos a virgindade um com o outro e sempre fizemos tudo juntos desde que começamos. Alguns dias atrás comecei a sentir algo diferente, e comecei a desconfiar dela e ela de mim, exageradamente. Decidi terminar pois eu tava desconfiando e sempre falava pra ela que tava pensando que ela tava fazendo algo errado, e ela disse que isso tava irritando muito ela, mas ainda continuamos conversando, pois estava difícil sair de vez um da vida do outro, até que ela me provou que não tinha acontecido nada, mas eu ainda estava meio relutante, até que ela me disse que ia no aniversário da tia dela e depois voltava pra casa dos avós ou vinha pra minha casa. Desde esse momento comecei a sentir algo ruim, e como de costume, desconfiei. Ela tinha bebido, e começou a me responder meio seca, pois entendo que eu estava perturbando. A sensação ruim começou a piorar e ela não me atendia, e minha desconfiança aumentava. Na madrugada, eu estava assistindo série, e me deparei com uma mensagem dela dizendo que tinha dormido, acordou aquela hora e queria conversar comigo aqui na minha casa. Quando ela chegou, dormimos um pouco e conversamos, e foi aí que veio o baque, ela disse que bebeu muito e tava muito puta com minhas mensagens, e transou com outro cara. Nessa hora meu mundo caiu, rasguei e quebrei todos os presentes que ela me deu, devolvi o dinheiro, e mandei ela sumir da minha vida, pois não tenho autoestima e nem confiança em mim mesmo, então apesar de ela negar, sei que transar com outra pessoa foi melhor que comigo, e mesmo sabendo que ela estava solteira e tinha o direito de fazer o que quisesse, me magoou pois sempre foi muito forte nossa química e toda aquela coisa de termos transado só um com o outro na vida toda, e isso simplesmente foi quebrado. A questão é que hj, dois dias depois, ela disse que deu um fora no cara, quer transar comigo, e até voltar a namorar, insistindo que eu faço tudo certo na cama e é uma sensação totalmente diferente comigo pois já nos conhecemos, sabemos tudo que o outro gosta, e sempre faço ela gozar. Mas não sei o que fazer, pois me sinto inferior ao cara, em todos os sentidos, e sei que na hora do sexo não vou conseguir fazer nada lembrando dela sentindo prazer com outra pessoa. Me ajudem, queria saber uma opinião de alguém de fora dessa história, imparcial. Devo voltar? Foi só sexo, nada demais? Devo realmente continuar separado devido aquela coisa toda envolvendo eu ter feito sexo só com ela e ela comigo ter sido quebrada? Não sei se tô certo ou errado, só quero saber o que outras pessoas fariam.
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2020.06.24 16:14 Guaramiranga DE PAI PRESENTE A MERA VISITA!

Este texto não se identifica aquela categoria desprezível de homem que irresponsavelmente engravida uma mulher e foge ou até se junta (mediante casamento ou mera coabitação) mas cujo não é presente e na verdade uma verdadeira desgraça para a família! Meu texto é para os homens que planejaram ser pai ativo na criação do filho, aquele que se torna um exemplo, que conversa, que ensina, que apoia e estimular seu filho. Não somos poucos! Mas nesta era do feminismo onde as mulheres nos tornarão obsoletos quando não correspondemos as suas inconstantes fases emocionais desequilibradas sedentas em repetir emoções por serem escravas de suas fases hormonais venusianas, o homem pai se transforma em mera visita no divórcio! E isso quando tem sorte, pois há mulheres que por revanchismo e picuinha, até nisso tentam proibir na justiça! Eu era um pai presente, na gestação eu cantava para minha filha, fato que ao nascer ela reconheceu minha voz e se acalmou no processo de limpeza após sair da barriga da mãe dela. Eu segurei ela nos meus braços e dizia em voz alta como a amava (e amo) e só entreguei ela para minha mãe enquanto voltei correndo para acompanhar minha ex até ela ser "costurada" e levar ela junto com as enfermeiras para o quarto! Na primeira noite inventei uma música que até hoje lembro pois a cantava muito nos primeiros 02 anos de vida da minha filha, eu cuidei da ex lhe dando banho, ninei minha filha e fui a primeira pessoa que limpou ela e deu banho, pois meu sonho era ser pai. Passei 02 noites naquele quarto com ela no colo e depois disso levei elas para casa! Durante os meses seguintes quando não estava no trabalho eu limpava minha filha, a colocava para dormir e passeava com ela! Uma sensação de realização! Não sentia que estava perdendo nada, nenhuma oportunidade de trabalho, nenhuma festa, passeio, jogo, ou procrastinação na Internet ou TV me era importante do que os momentos com minha filha. Assim vi ela crescer, dar os primeiros passos, pintar, "fazer a barba de mentira aos sabados comigo" ir para o Playground, tomar banho de piscina, fazer acampamento no quarto, ler histórias e lutar de espadas de brinquedo! Ela não aprendeu a ter medo do escuro, se tinha medo de algo a gente brincava que ia lá bater no bicho papão ou fantasma e assim ela foi crescendo sem medo e confiante! Quando começou as aulas era eu que acordava todo dia para arrumar ela, dar seu café e levar ela para a escola, depois trazer ela para casa, levar para o balé. Como trabalho por conta própria com imóveis sou dono do meu tempo! Aqui esclareço que tive minha filha depois dos 35 anos, conforme planejei, já estruturado. Onde quero chegar com essa descrição toda? Depois da separação me transformei numa visita! Sou apenas uma visita! A porra de uma visita! Mesmo eu tendo um apartamento próprio, mobiliado e com um quarto só para ela, sou apenas uma visita! Uma mera visita que paga pensão e ver minha filha uma vez por semana! Não porque trai, ou fui violento ou era de uma personalidade agressiva! Sou uma visita porque um dia minha ex terminou porque tinha casado cedo demais, que sentia necessidade de curtir a vida com as amigas, de passear, de namorar outros homens! Casei cedo também e nenhuma dessas necessidades eu tinha! Mas não importa! Se a mulher simplesmente abusar de você por não reconhecer que a rotina é prova e amor, pois um homem só aguenta rotina num trabalho para não deixar faltar nada em casa, ela simplesmente pede o divórcio. Como visita não tenho novas memórias, novos momentos, não a educo, não exerço influencia, não posso mostrar exemplo de honra e caráter. Como visita vejo tios, avós e possivelmente um padrasto exercer influencia e educar minha filha.
Hoje somos isso, os separados são visita e pagadores de pensão! Os casados que leem aqui se preparem porque vão se tornar isso! Todo ano 80% dos casamentos acabam sendo que 72% por pedido das mulheres. Hoje você leitor é como eu! Um homem descartável! Aos que sonham em ter um filho se façam a pergunta se conseguirão aceitar serem Visita de seus filhos!
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2020.06.20 05:05 policemymom SAUDADE SAUDADE SAUDADE

amor, hoje é dia 19 de junho e faz um tempão que eu não te vejo, falta muito pouco pro meu aniversário e eu queria muito te ver. acho que nós nunca ficamos tanto tempo sem nos ver assim, isso tá sendo bem difícil, eu espero que passe logo e eu possa te encher de carinho. apesar de tudo, você tem sido a pessoa mais presente nos meus dias (isso desde quando começamos namorar), nosso relacionamento só evolui pra melhor, a gente sabe se resolver, se entender e se distrair mesmo nesse período tão complicado. agradeço muito por ter alguém como você no mundo, é difícil existir uma pessoa tão boa como você é, tão paciente, compreensiva e interessante. você me desperta vontade de aprender coisas que eu não sei, você me deixa curiosa — principalmente agora que você tem seus cursos, você tá exercitando seu cérebro e ficando bem mais inteligente do que já é, e consequentemente, se você aprende algo novo, eu também aprendo, por mais mínimo que seja eu sei sempre sei de algo diferente por sua causa. e eu sei que quando eu aprendo algo novo você também aprende de alguma forma. isso é uma das principais coisas que eu amo em nós, a gente tem nossos espaços separados, coisas que fazemos sozinhas, mas ainda assim nós sabemos compartilhar uma com a outra. amo seu jeito e tenho carinho por tudo que você ama, mesmo eu não gostando tanto eu me empenho em acompanhar, tipo michael jackson, eu adoro te ouvir falar sobre o que você sabe dele independente se eu gosto da música ou não. eu sempre quero te ouvir falar sobre qualquer coisa. saiba que você é incrível, que eu te admiro mais que qualquer outra pessoa e que eu te amo cada dia mais. obrigada por ser do seu jeito, você é única.
olha esse mashup que eu achei: https://youtu.be/ev4ESucF53U hehe
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2020.05.10 17:42 Dortototo Não acho que alguém poderia gostar de mim de novo

Eu sempre tive uma autoestima muito baixa, não só sobre minha aparência, mas basicamente sobre todos os meus aspectos, portanto, nunca achei que uma mulher poderia se interessar por mim, tanto fisicamente como romanticamente, nunca me achei interessante o suficiente.
Assim que eu entrei na faculdade acabei conhecendo uma garota, e por algum motivo, eu conseguia ficar "bem" comigo mesmo quando estava com ela, acabei me apaixonando e fiz o que eu nunca pensei que teria coragem de fazer, me declarei pra ela e começamos a namorar.
Ela era a única pessoa em que eu me sentia a vontade de ser eu mesmo, não me sentia mal perto dela, e sempre fiz de tudo para fazer ela feliz, mesmo assim, quando estávamos separados, eu nunca entendia como ela podia gostar de mim, eu nunca acreditava em nenhum elogio que ela me dava, e sempre pensava que eventualmente ela se cansaria de mim.
Semana passada ela parou de responder minhas mensagens, e quando me respondeu foi falando que queria terminar, ela disse que ela não estava pronta para um relacionamento sério, que não estava madura o suficiente, e isso refletia suas ações como namorada, disse que queria o melhor pra mim e que eu tinha que ficar com alguém que me de o relacionamento que eu mereço.
Eu disse pra ela que algumas atitudes dela, que podem ser consideradas imaturas, realmente me machucaram, mas que a gente poderia resolver isso, e eu só queria ficar com ela.
Então ela fala que além disso, ela não sentia mais nada por mim, tudo o que ela tinha dito antes era verdade, mas que como ela não sentia mas nada por mim, era melhor terminar.
Sei que é idiota pensar que nunca vou achar ninguém igual a ela e talz, mas não consigo tirar da cabeça que realmente ninguém poderia gostar assim de mim, e que depois de um tempo, ela se cansou.
Não consigo me ver sendo tão aberto com outra pessoa, podendo ser eu mesmo, e essa pessoa me aceitando.
Terminamos bem, ela era minha namorada e melhor amiga, agora é só minha melhor amiga, nunca tivemos 1 briga, nunca fiquei com raiva dela, terminamos porque ela não estava preparada para um relacionamento sério e pq perdeu o sentimento por mim.
E apesar de eu saber que todos os pensamentos derivados da minha baixa autoestima são exagerados e incorretos, eu não consigo parar de pensá-los, e eu meio que já sabia que isso iria acontecer.
Pensava que eu nunca acharia alguém capaz gostar de mim fisicamente e/Ou romanticamente, acabei namorando uma garota que não sentia tesão por ninguém ( ela é assexual ), e que, como eu suspeitava, acabou se cansando de mim.
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2020.04.15 21:16 anonimo29123 Traição, sei que nem todos irão ler. Mas essa é o meu desabafo.

conhecia uma garota fazia 3 anos, éramos muitos íntimos e concetados, tínhamos uma química incrível, eu tenho 17 anos e ela 15. Até que no final de 2019 resolvemos namorar oficialmente, com permissão de família e tudo mais, meu primeiro namoro e o dela também. No início tudo muito bem, estávamos muito apaixonados, tudo dava certo, até que no mes de março começamos uma nova rotina, não estudávamos juntos, e tudo mudou, vieram estresses e ela era muito grossa cmg por causa disso, sempre muito fria, e eu achava que apenas o meu amor bastava. Acreditei que era só uma fase e íamos superar tudo, estávamos brigando bastante, conversámos, resolvia tudo, uma semana depois tudo se repetia. Até que um dia, eu agi por impulso, cheguei na casa dela já sem aliança e terminei com tudo sem nem conversar, poderia ter sido diferente. sofri bastante, e ela também, ficamos cerca de um mês separados, e ela ja tava se relacionando com outra pessoa, e eu não, fiz algumas amizades porém não senti interesse em ninguém. parecia que tava tudo perdido e não tinha volta, até que em um certo dia ela me chamou e nos conversamos e resolvemos voltar, tava tudo muito estranho, parecia não ter mais aquela química e conexao antes. antes éramos dois em um só, agora parecia que era cada um no seu lado. porém estavamos se ajeitando e eu acreditava q tudo ia passar e ficar bem. Pessoalmente a gnt funcionava muito bem, mas por redes sociais estava muito difícil, mal conversamos. E no domingo de Páscoa, o último, eu comprei um ovo de chocolate e fui levar pra ela na casa dela, cheguei lá e tava tudo normal, discutimos alguma coisa mas acreditei que era normal. Horas depois recebi uns prints com uma conversa dela com outro cara( oq ela ficava quando terminamos ), não acreditei, ela dizia muitas coisas, que gostava dele e terminaria cmg pra ficar com ele. Ela disse que era mentira e era alguém tentando acabar o relacionamento, fui pra casa mas com aquilo na cabeça, até que na segunda feira chamei ela pra conversar e me esclarecer tudo aquilo direito. E era verdade sim todas aquelas conversas com o cara. Ela usou como justificativa o relacionamento não estar como antes para me trair. Agora me sinto insuficiente e incapaz de me relacionar com outra pessoa, pois eu amava ela muito, verdadeiramente, e nao sei se serei capaz de amar alguém tão intensamente de novo. Me sinto vazio, e não sei oq fazer, sinto muito a falta dela e dos momentos bons que tivemos, com ela e com a família dela que gostava muito de mim. Mas ao mesmo tempo me lembro de toda entrega que eu fazia por ela e não era retribuído, e também da traição. É muito difícil e não sei como superar essa dor.
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2020.01.24 13:39 drdova Ainda gosto da minha ex

Olá pessoal, estou tentando já há algum tempo escrever esse post, finalmente chegou a hora certa... provavelmente vem textão, então pega uma água e senta aí, tentarei deixar o texto bem escrito para que a leitura fique agradável.
Tive uma história muito linda de relacionamento, namoramos por quase 7 anos e infelizmente terminamos em Maio do ano passado, eu quem terminei. Nós não chegamos a ficar brigados, mas nos machucamos muito. Hoje tenho 23 anos, ela tem 21. Deixamos de nos falar em agosto do ano passado. Cada um passou a viver sua vida, ficar com outras pessoas e etc.
Acontece que semana passada, mandei uma mensagem pra ela dizendo que ela tinha sumido, não tinha dado mais notícias e etc, ela visualizou e não respondeu. Bem.. achei que nesse momento ela não falaria mais comigo, até que no outro dia ela me liga. Ela diz que sumiu porque preferia assim, disse que não era bom estarmos nos falando, nem trocando mensagens, mas começou a perguntar de mim, se eu estava bem, por onde eu andava, o que fazia, até que me perguntou se eu ainda gostava dela e eu disse que a amava, ela respira fundo, eu de fato compreendi que ela gostou da notícia, que gostou de saber que eu ainda sinto algo por ela, perguntei se ela gostava de mim ainda, ela fez um monte de arrudeios e não respondeu minha pergunta, disse que precisava desligar o telefone e que não era pra eu falar mais com ela. Falei que tudo bem, mas que eu queria ver-la como amigo, que queria sentar um tempo, rir, conta histórias da minha vida e etc. Ela desligou.
Na sexta feira da semana passada, aparece uma notificação no meu snapchat que ela estava digitando algo para mandar pra mim, sendo que não recebi nenhuma mensagem. Na terça e na quarta feira dessa semana aconteceu a mesma coisa, ambos os dias aparece uma notificação de que ela estava escrevendo algo, mas nenhuma mensagem chegou. Então, ontem (quinta-feira) ela posta uma foto no snap (claramente para eu ver, porque ninguém usa mais snapchat e ela NUNCA posta algo lá, faz anos que ela n posta foto nesse AP) , eu respondi dizendo que ela estava muito linda, falei mais umas coisinhas nesse sentido e disse que precisava falar com ela novamente, então ela me ligou.
Nessa segunda ligação perguntei de cara se ela estava namorando, ela respondeu que não importa se está ou não, que não ia me responder nada nesse sentido. Conversamos 1h e 10 minutos no telefone. Falei o quanto amadureci durante esse tempo separados, que cresci como pessoa, como profissional, mas que há um lado em mim que gosta muito dela, falei que desde que nos separamos não tem um único dia que deixei de pensar nela, que nada do que fiz (indo à festa, outros relacionamentos) me preenchia, que eu de alguma forma estava bem ligado a ela ainda, mesmo há 8 meses separados. Ela me responde dizendo que entende, que infelizmente nos separamos, que as coisas não deveriam ter sido da forma que foi, que tínhamos tudo para dar certo, mas infelizmente as coisas aconteceram. Ela é bem religiosa, disse que Deus estava no comando de tudo, que orou diversas vezes entregando a vida dela a Deus e que a vontade dele sempre vai se realizar. Ela viu minhas fotos no instagram com uma amiga de outra cidade, perguntou se namorávamos, insistiu dizendo que a guria era minha namorada, mesmo eu dizendo que não, ficou fazendo uma certa birra. Ela perguntou muito sobre mim ainda, acredito que de fato ela sente algo por mim, foram 7 anos.
Vamos ao finalmente... Eu não posso namorar com ela agora por uma série de motivos que envolve o lado financeiro, pessoal, profissional e religioso. Creio que pra ela seria o mesmo desgaste. Ela entende isso, tenho certeza.
Eu falei para ela que em Outubro, que é quando eu vou ter sanado todos esses problemas, irei procurar-la, irei querer namorar com ela e que dessa vez não vou passar mais que 1 ano namorando, iria querer casar, até mesmo porque vou ter dinheiro para bancar tudo, se assim Deus permitir.
Ela não acreditou muito no que eu disse (eu acho), falou que daqui pra lá vou ter oficializado meu namoro com a guria da outra cidade, falou que vou ter outra pessoa na minha vida, que o sentimento por ela não seria mais o mesmo.
Avisei que ela receberia sim essa ligação, se atendesse que saiba que vai ser nesse sentido.
Perguntei novamente a ela se ela ainda gostava de mim, ela disse que precisava desligar, na mesma hora perguntei de novo... ela respondeu que precisava muito desligar. Ela me desejou boa noite, que eu me cuidasse e pediu para não nos falar mais.
Depois desse longo texto, o que fazer? Tocar minha vida daqui para outubro e ver no que dá? Vocês acham que com base no que relatei ela ainda deve gostar de mim? Você passaria 1h 10 min numa ligação com seu/sua ex, sabendo que ele gosta de você sem você gostar dele?
Alguém leu até aqui? Se sim obrigado.
DrDova
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2019.08.12 07:24 echimenes SOBRE O LADO COMPLICADO DAS RELAÇÕES - HOMOAFETIVAS OU NÃO

Ok, isso é literalmente um desabafo. Acho que já passei da fase das reclamações - e essa nem seria a função desse grupo. Mas aviso desde já: história longa a frente.
Primeiro, vou contextualizar vocês:
Eu tenho 22 anos de idade. Formado em Contabilidade em uma universidade federal. Me considero bonito, tenho boas comunicações sociais no ramo profissional e já trabalho na minha área de formação a quase 2 anos.
Sou gay. Não assumido para familiares - não por escolha, mas simplesmente por que não me preocupo com o que vão pensar de mim. Eu sou o que sou e tenho pleno orgulho de mim. Não preciso ficar anunciando a ninguém. Quem já sabe, e algumas pessoas mais próximas a mim já sabem, me aceitam sem complicações ou preconceitos imaturos.
Sempre fui mente aberta, porém apenas me reconheço como homossexual a pouco mais de 3 anos. Morava em uma cidade minúscula até mudar definitivamente para a cidade onde a minha universidade se localiza, uma das maiores do estado. Aqui, terminei minha graduação e consegui um bom emprego. Viver com a minha avó, depois do falecimento da minha mãe aos meus 11 anos, me fez crescer livre, embora minha timidez excessiva na adolescência não me permitiu ser um cara de festas e baladas, ou bebidas e outras drogas lícitas. Não sou de muitos amigos até hoje, embora seja mais extrovertido do que jamais fui.
Gosto de escrever. Muito. Meu sonho é ganhar dinheiro escrevendo um dia, seja livros ou roteiros de novelas e filmes - confesso: eu penso alto, embora meus pés estejam bem firmes no chão. Sou nerd quando o assunto é ciências, filmes, séries, livros e coisas dessa área pop. Gosto de fazer amigos que curtam o mesmo que eu.
Agora vamos ao "problema":
Eu me apaixonei por um garoto. Um ano mais velho que eu. Nem um pouco nerd e de personalidade extremamente mais dominante, mais autoritária. Um cara mandão, do tipo que não aceita "nãos" como resposta para nada.
Eu, que cresci sendo mimado pelas mulheres da minha família, jamais pensei que fosse me desarmar por outra pessoa como aconteceu. De verdade, pensei que eu fosse ser um grande babaca quando encontrasse o amor da minha vida.
"Grande engano o seu!" - disse o coração.
Pois é, o amor veio. Jamais senti o que senti por ele quando nos conhecemos. Foi bem na época em que eu "soube" que gostava de garotos e esse cara literalmente me ensinou, me introduziu ao mundo LGBTQ+. E só Deus sabe o quanto eu adorei isso. Aprendi a perder o pouquinho de preconceito que eu ainda trazia comigo desde antes de me ver nesse meio. Ele cuidou de mim, me ajudou a me adaptar nessa nova cidade e me fez pensar estar num sonho.
Obs.: sem contar que tudo o que sei 'na cama', adivinhem? Foi ele também que me ensinou. Virgem até os 20. Pronto, falei.
Eu realmente espero que outros homossexuais que lerem esse texto se identifiquem com a minha história. Eu não acho que seja tão incomum assim passar pelo que eu passo.
Começamos a namorar. Eu conheci a família dele. Passei a frequentar muito sua casa e a dormir lá mais vezes do que eu dormia na minha própria durante a semana. Seis meses haviam passado e já fazíamos planos ousados de irmos morar juntos dividir um mesmo aluguel e um mesmo lar. Ter nosso próprio doguinho.
Logo quando encontramos nossa nova casa, com menos de um ano que nos conhecíamos, resolvemos fazer nossa "lua de mel". Compramos juntos uma viagem para o Nordeste, onde ele viu o mar pela primeira vez comigo - eu já havia visto antes, durante um Simpósio no sul em que fui com minha turma da faculdade.
Foi durante essa viagem que senti as coisas começarem a desandar. Eu soube desde o início que ele era obsecado por sexo. E não me entendam mal, eu também gosto, mas no caso dele - ser assumido desde muito pequeno, ter conhecido o mundo do sexo logo com seus 14 anos de idade e nunca ter sido muito controlado pela mãe que o criou para ter cuidado com esses assuntos, creio que isso mexeu com a cabeça dele -, imagino que isso o deixou ser mais guiado pelo lado irracional da coisa.
Eu sei que muitos casais passam por isso. Apimentar a relação, encontrar uma forma nova de fazer. De repente, um brinquedo ou um até mesmo um terceiro. Sim, hoje eu sei que isso é a coisa mais normal no mundo. Não é um bicho de sete cabeças. Não é um BIG DEAL. É o ser humano. Somos nós. Cansamos do mesmo corpo, dos mesmos lábios, dos mesmos assuntos. Não tem a ver com amor. Tem a ver com adrenalina. Precisamos sempre de renovações, de viver novas aventuras. É maior do que nós. Pessoas desimpedidas passam por isso dia após dia. Mas chega a ser um tabu para os casais. E não estou falando apenas de homossexuais. Homens e mulheres se machucam o tempo todo quando chegam nesse estágio do relacionamento. É triste e desencorajador, mas devo dizer que para quem passa por isso, pode ser um grande ensinamento de vida.
Não sei se é por sermos dois homens ou se é por termos feito as coisas muito rápido, mas com menos de um ano de namoro, cansamos um do outro. O amor não diminuiu, pelo contrário, ainda é o mesmo. O que mudou foi a falta de novidade. Ele já tinha tido muito mais experiências do que eu. Havia passado por loucuras que rezo para nunca ter que passar. Mas eu, em termos, ainda sou um iniciante nesses assuntos. Ele queria mais do que isso.
Sugeri um terceiro. Sou MUITO mente aberta. A ideia não me magoou no início, embora tenha me assustado, confesso. Ele prontamente aceitou e aconteceu ainda nesse viagem. Minha primeira experiência a três, mas não a primeira dele, claro. Embora eu não tenho dito nada a princípio, isso mexeu comigo. Não soube como reagir. É estranho ver a pessoa que você ama com outro. Okay, eu deixei, eu permiti aquilo, mas quando aconteceu, fui invadido por um sentimento totalmente novo.
Depois da viagem, as coisas não melhoraram muito. Fizemos a "brincadeira" outras várias vezes, mas parecia não ser certo. Eu vejo pornografia online diariamente como todo garoto da minha idade. Isso nunca me afetou ao ponto do vício.
Então as desconfianças começaram.
Eu ia para o trabalho nos dias em que ele tinha folga e ficava imaginando o que ele estaria fazendo em casa. Ou com quem ele estaria. Vejam bem, não sou ciumento, mas eu já sabia do que ele era capaz por causa do sexo. Aliás, não se trata de ciúmes; é algo mais... ético. Poxa, somos um casal. Praticamente casados com alianças e tudo. Já fizemos ménage antes e não haveria por que pensar que pudesse haver traição no meio. Eu tinha esse sentimento dentro de mim - ainda tenho -, de querer conhecer alguém diferente, me envolver como me envolvi com ele. Sabem? Me sentir como me senti no começo com ele. Quando a chama da paixão era ardente e incontrolável. Mas não poderia deixar nada mesquinho aflorar de dentro de mim. Eu amo ele. Ponto.
E foi então que eu descobri. Eu já estava às vésperas de me formar na faculdade. Estava com emprego novo e tudo parecia correr as mil maravilhas. Eu soube através de um meio anônimo que ele estava saindo com outros caras. Não poderia dizer quantos, mas sabia que eram mais do que um. Meu mundo só não caiu por que sei me virar em situações de emergência. Sei alinhar meus pensamentos. Sei administrar o que é racional do que não é.
Não joguei nada na cara dele. Deixei as coisas fluirem. Continuei a trabalhar durante o dia e pegar o ônibus para ir a faculdade a noite. Nos finais de semana, eu limpava a casa e lavava nossas roupas. Por ter poucos amigos, praticamente não saia nas folgas.
Não demorou muito para eu também começar a sair com outras pessoas. As escondidas, claro. Era só sexo. Nada de contatos. Apenas satisfação da carne. Ele fez, por que eu não podia? Também sou jovem, bonito, por que bancar a Cinderela com a madrasta e as primas más? Podem me julgar a partir daqui, mas me senti revigorado. Senti a chama de novo. Não me senti me vingando, estava muito além disso.
As vezes ainda fazíamos nossos trios, mas com frequência menor do que antes. Então um dia, ele descobriu que eu também pulava a cerca como ele. O cara com quem eu havia saído numa folga minha em que ele trabalhou, não sei por qual motivo - talvez para ver o circo pegar fogo - mandou prints de nossas conversas para ele e aí... bem, não foi tão frio quando eu fui. Brigamos como nunca. Claro que já havíamos brigado antes por vários motivos diferentes - inclusive por sexo -, mas essa briga em especial foi a maior. Decidimos nos separar. Ele jogou varias hipocrisias na minha cara e eu, bem, eu aceitei. Foram sete dias sem nos vermos. Eu já estava pensando em me mudar para a casa de um primo até saber para onde iria, quando tivemos uma última conversa. Abri minha alma, expliquei o que eu havia feito e por quê. Lembram do que falei sobre não aceitar "nãos" como resposta? Pois é, isso vale para não aceitar que a culpa recaia sobre você também. Foi uma conversa difícil. Tínhamos um cachorro para cuidar. Uma casa alugada com um contrato de aluguel ainda longe de vencer e dívidas contraídas juntas para liquidar. Talvez tenha sido a junção de tudo isso, daquela dívida moral que eu sempre vou ter com ele por ter me ajudado tanto no começo, mas reatamos.
Continuamos juntos, embora elefantes ainda caminhem pela nossa casa. Eu sei perdoar. Já perdoei várias coisas e pessoas antes dele. Não guardo mágoas, pois sei dos malefícios que se dão com isso. Não gosto de atmosféras tóxicas dentro de um relacionamento, seja ele amoroso ou não.
Agora, sinceramente já não ligo para as folgas dele. Não ligo para o fato de quantos caras ele vai levar para a nossa cama enquanto eu Não estou por perto. Eu sou mente aberta ao extremo. Talvez se ele tivesse me pedido antes de fazer, eu tivesse deixado. Não estou decepcionado e não me sinto traído. Não choro por isso a noite depois que ele já dormiu. Minha consciência está, acreditem vocês, tranquila. Certa vez, num banheiro público, li a seguinte frase:
"Você tem certeza que não está colocando vírgulas ainda deveria estar colocando pontos finais?"
Pois é, eu sei que estou colocando vírgulas. Muitas. Sinto que metado de mim iria embora no momento em que nos separassemos definitivamente. Pois mudei muito depois que o conheci.
Mudo a cada dia estando perto dele e sabendo do que aconteceu. Me sinto preso. Preso em algo que já parou de andar. Isso me faz querer me odiar, mas eu também tenho amor próprio. Ou será que acho que tenho por pensar assim e fazer algo totalmente diferente?
Eu sou um garoto e a outra pessoa também é. Somos um casal homossexual vivendo num país predominantemente homofóbico e intolerante. Mas eu sei que essa minha história é a mesma que muitos outros casais vivem ou já viveram por aí. Eu amo esse cara. Amo ao ponto de ainda estar com ele depois de tudo. Amo ao ponto de saber que estaríamos melhor separados. Mas me faltam forças para dar esse passo.
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2019.05.15 19:43 _poteto Dá pra voltar a confiar em alguém depois de ter quebrado a cara?

Bom, lá vai meu drama: Eu voltei com um ex meu depois de 4 anos separados, mas não sei se fiz a escolha certa. A gente se conhece faz uns 15 anos, na época éramos bem novos, a gente morava bem perto um do outro. Sempre fomos amigos, gostávamos das mesmas coisas, etc. Depois de uns 6 anos começamos a namorar, a gente estava na faculdade nessa época. Ele sempre me tratou bem, mas uma coisa sempre me incomodou: ele tinha uma melhor amiga, que sempre queria a atenção dele, e no começo do namoro descobri uma foto dela na carteira dele, além de várias outras coisas, ela ligava pra ele e ele dizia que estava na avó, sendo que ele estava comigo. Perguntava prq ele não falava que estava comigo (até prq ela sabia que eu tava namorando com ele) e ele sempre dava alguma desculpinha qualquer e eu acabava deixando pra lá. Quase terminamos uma vez prq ele disse que ia viajar sozinho e foi com essa amiga, e mais uma vez, conversamos e eu resolvi tentar esquecer.
Nessa época ele foi fazer intercâmbio e a gente conversava por Skype todos os dias. Ele conheceu uma garota lá e o motivo do término do namoro foi prq um dia ele me ignorou completamente pra conversar com essa garota. Eu estava lá vendo os dois conversando e rindo e ele nem me apresentou pra ela. Daí ele terminou comigo e ficou com essa guria, e quando voltou pro BR, voltou a conversar comigo e perguntou se queria voltar com ele e eu sempre falava que não. Mas no final do ano passado voltamos a conversar com mais frequência e ele perguntou de novo se queria voltar com ele. Ele disse que nunca parou de pensar em mim, conversamos bastante, ele disse que era muito imaturo na época mas agora sabia exatamente o que queria.
Como eu tinha terminado um outro relacionamento, acho que estava um pouco carente e resolvi dar outra chance pra ele, mas conversamos bastante antes de tomar essa decisão. Disse que não ia mais ter amizades próximas com outras mulheres, que nunca mais falou com a menina que ele ficou quando fez intercâmbio (isso foi em 2016). Eu fico muito insegura ainda, e eu sei que foi muito ruim da minha parte, mas vi algumas coisas do celular dele. Vi que ele criou um tinder depois de me pedir em namoro de novo, vi que ele viajou pro país da menina que ele ficou no meio do ano passado (mesmo ele falando que ficou uma semana com ela e depois nunca mais teve contato), conversas com outras mulheres, entre outras coisas.
Eu sei que eu fiz algo muito errado, mas depois de tudo que passei, estava me sentindo insegura e precisava ter certeza de que podia confiar na palavra dele mais uma vez. E problema maior foi ele ter mentido sobre todas essas coisas. A gente tá se dando bem e eu finalmente dei uma chance pra ele depois de ter falado que tinha amadurecido e que não ia mais fazer essas coisas.
Vc deve estar se perguntando prq eu ainda tô com ele, né? Acho que é por nos conhecermos há tanto tempo, eu guardo um carinho muito grande por ele, e ele sempre me trata bem (no sentido de sempre me acompanhar quando preciso de ajuda, tentar fazer coisas pra me animar). Mas ele continua mentindo pra mim e isso me machuca profundamente. Conversamos por meses antes de voltarmos e ele disse que tinha mudado, mas pelo jeito não. Agora não sei se confronto ele pelas mentiras que ele falou, não sei se ele tem algum problema em não conseguir parar de mentir. Eu só sei que tô bem mal, minha auto-estima é praticamente inexistente e não sei mais o que fazer pra voltar a confiar nele de novo. Pra quem leu tudo, muito obrigada. Se alguém puder contar uma experiência parecida ou dar um conselho, vou ficar muito feliz.
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2019.02.15 04:47 throwaway901xm Namorei um menino pela internet por 6 anos sem nunca nos vermos pessoalmente. Tô aqui lembrando os piores momentos.

Meio longo, mas preciso desbafar.
Ele era da minha cidade, amigo de um parente meu, mas se mudou pro exterior. Quando ele já tava fora do país há alguns anos, esse parente nos apresentou pela internet porque sabia que gostávamos das mesmas coisas e tal. Isso foi por volta de 2011. Então eu sabia que ele era quem ele era já que tínhamos alguém em comum em nosso círculo social. Éramos muito parecidos. Não tínhamos experiência nenhuma sexual ou romântica, gostávamos de muitas coisas similares. Ele era poucos anos mais velho que eu, mas em geral era como se tivéssemos a mesma idade (eu tinha 19 e ele 22).
Enfim, depois de muito conversar a gente começou a gostar um do outro e resolvemos namorar. Ele jurava que viria me ver "logo que possível" mas nunca arrumava um trabalho. Não era 100% culpa dele, ele tava em desvantagem porque não fez cursos nem terminou a faculdade. Mas enfim, ele procurava pouco, e quando recebia um não, ficava cada vez mais desanimado. Foram uns dois anos assim. Minha família era contra, eles eram muito religiosos e queriam que eu casasse com algum menino religioso da igreja deles e não com alguém que eu conheci na internet e vivia do outro lado do mundo. Então eu acabei tendo muitas brigas em casa pra parar de falar com ele. Eu era maior de idade, eles só eram puta controladores mesmo. Eu era louca por ele, mas nada dele vir me ver. Eu pegava no pé pra ele ir atrás de um emprego pra gente poder se encontrar, mas não dava pra fazer muito assim tão longe dele. Sustentado pela mãe, era fácil pra ele se acomodar. Só jogava videogame e ia pra academia...
Enfim, nessa enrolação toda eu resolvi começar a faculdade. Ele meio que fez um pequeno escândalo porque tinha ciúmes já que minha rotina iria mudar dramaticamente, mas eu fui assim mesmo.
Ele tinha um dinheiro economizado (bastante por sinal) e ele resolveu comprar um cachorro de raça. Simplesmente do nada. O cachorro foi tão caro que dava pra ele ter comprado a passagem pra me ver. Eu estava esperando há anos pra vê-lo e aí ele, desempregado, gastou todo o dinheiro num cachorro chique. Se queria ter um, por que não adotar um já que nem dinheiro ele tinha?
Isso enfraqueceu nosso relacionamento e terminamos. Sentia que ele me amava mas ele não tomava atitude nunca.
De vez em quando ele aparecia do nada pra dizer como tava feliz e abençoado, blá blá blá, que agora ele bebia e era cool. Arrumou um emprego e ficava se gabando que ele iria se mudar pra outro lugar e finalmente viver longe da mãe dele. Um dia ele pegou e me disse que não era mais virgem. Me bateu muito ciúme. Perguntei com quem tinha sido, que eu pelo menos esperava que tivesse sido com alguém que ele gostasse. Aí ele me diz que ele pagou uma prostituta. Que foi em várias na verdade. E que ficou com outra garota por aí. Doeu, mas era a vida dele. Jurei nunca mais falar com ele já que ter ciúme me fez perceber que não tinha superado totalmente.
Passou um ano e pouco. Um belo dia um de nós fez aniversário, não lembro bem se ele ou eu, e voltamos a nos falar. As semanas foram passando e fomos nos reaproximando. Fui idiota pela milésima vez e reatei com ele. Parecia uma maldição porque novamente ele estava desempregado. Fora isso, ele estava tendo problemas com o visto dele. Ele já morava lá há anos mas o fato de estar desempregado há tempos fez com que ele perdesse o visto. Implorei pra ele voltar. Nessa época eu estava recém formada, mas já tinha um trabalho onde eu estava há um bom tempo. Eu disse pra ele que a gente poderia construir nossa vida, que bastava ele vir.
Bom, ele tinha síndrome de vira-lata e só falava mal de brasileiro. Mesmo vivendo de forma ilegal onde estava, queria ficar lá porque "brasileiro é horrível" e tudo era motivo pra ele falar mal do próprio país apesar de assistir novela da Globo todo dia porque a mãe dele comprou o canal internacional. Apesar de ter família no Brasil, pessoas que estavam prontas pra o acolherem, ele não queria vir por birra e preferia ser pego pelas autoridades e forçado a voltar de forma humilhante do que vir por contra própria.
(Falar mal do Brasil e do brasileiro era hobby pra ele. Ele falava umas mil vezes por dia apesar de ser brasileiro e ter cara de brasileiro, e família 100% brasileira. Gostaria de adicionar aqui também que, apesar de pardo, gostava de se dizer branco e ficava ofendido quando qualquer pessoa dizia que ele era moreno. Ele também gostava de dizer como eu era branca, então acho que ele tinha algum problema sério com a pele dele e país de origem).
Nessa época ele descobriu que pegou herpes. Vai saber de quem, mas ele achava que não era das prostitutas e sim da garota com quem ele ficou. Ele ficou super triste e quis terminar comigo. Não deixei, mas foi outro baque pra mim.
Lembro que o povo começou com a onda do vape nessa época e ele quis comprar um com dinheiro que a mãe dele deu pra ele. Ele falou pro vendedor que não era fumante mas queria comprar mesmo assim. O vendedor falou pra ele não comprar e disse que não valeria a pena. Acredita? O próprio vendedor que tá lá supostamente pra vender qualquer coisa pra trouxa, disse pra ele não gastar. Quando ele me contou essa eu quis meter minha cabeça na areia.
Sem emprego, deprimido, síndrome de vira-lata. Agora com uma DST. Eu sabia que não iria mudar, não iria.
Terminei com ele. Mesmo sabendo que era o melhor pra mim, chorei muito. Foram longos anos juntos. A mãe dele me mandou mensagem e me ligou várias vezes pra dizer como ele tava sofrendo. Acho que ela gostava muito de mim porque sabia que estávamos juntos há anos e que eu estava ouvindo as promessas sem pé nem cabeça dele desde o fim da minha adolescência. Eu gostava dela, mandei doces pra ela algumas vezes.
O tempo passou. Conheci alguém novo de forma super casual, online também. Mas esse daí não perdeu tempo.
Ele era estrangeiro, mas pegou um avião pra me ver no Brasil assim que decidimos que queríamos nos ver. Foi um sonho. Um dia nós decidimos que queríamos ficar juntos de vez. Resolvi me mudar com ele. Hoje esse homem é meu marido, e eu sou muito feliz com ele.
Logo que eu me mudei o meu ex tentou falar comigo. Me ligou aos prantos porque descobriu que eu tava com alguém e que tinha viajado. A mãe dele entrou em contato comigo também, praticamente pedindo satisfação porque eu tinha desistido de vez do preguiçoso. Disse que o filho era um anjo, um amorzinho... Ela era religiosa pra caramba, então contei pra ela alguns dos podres dele porque na hora eu estava chateada porque eles estavam me perturbando. Falei que ele tinha ido atrás de prostitutas durante o tempo que ficamos separados, que tudo bem porque a gente não tava namorando mesmo na época, mas que eu queria que ela soubesse que ele não ficou chorando no quarto quando terminamos. Que no primeiro término ele tinha vivido e curtido, e que faria o mesmo dessa vez. Claro que ela não acreditou e disse que ele provavelmente só falou isso pra me deixar com ciúmes. Ok. Depois que nos despedimos, bloqueei os dois. Foi um grande alívio apesar de ter sido um momento um pouco triste. Foi o final de um capítulo muito longo pra mim.
Enfim, é isso. Tava pensando aqui em tudo o que rolou e queria colocar pra fora. Doeu tanto na época. Tanto mesmo. Eu fiquei com ele durante anos muito formativos pra mim. Eu sonhei muito com ele e em muitos momentos eu acreditei no amor dele, mas faltava atitude. Sempre faltou atitude. Às vezes eu me sentia idiota por estar esperando sozinha por tantos anos, mas eu não queria dar o braço a torcer. Não queria jogar tudo pela janela porque foi muito tempo e esforço que eu coloquei nesse relacionamento falido. Esperei por tantos anos pra ele vir me ver, pra nos encontrarmos... E no fim ele não veio. Quem veio foi outra pessoa, alguém que não só FALOU que me amava, mas DEMONSTROU isso diversas vezes, sem que eu precisasse fazer qualquer tipo de pressão. Lembrei que várias vezes ele fazia pressão emocional em mim pra que eu largasse tudo aqui e fosse atrás dele, mas eu não queria fazer isso porque queria ver iniciativa da parte dele. Pelo menos essa burrice eu não fiz, o preço teria sido alto.
E no fim das contas quem viajou fui eu, pra um país completamente diferente, enquanto ele provavelmente ainda está lá onde morava, com o seu cachorro chiquérrimo vivendo com a mãe dele e fugindo das autoridades que querem mandar ele embora e tentando esconder de si mesmo que ele é, como eu, um BR no exterior. A vida é engraçada.
Termino esse post com um obrigada a qualquer um que tenha lido este desabafo. Me sinto melhor agora, foi bom colocar tudo isso em palavras.
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2018.11.05 06:31 throwawaytoruntorun Ex e o choque de realidade

Conta "jogar fora" por motivos óbvios.
To aqui, 3 da manhã, bêbado, considerando (levemente) suicídio. Vamo lá, pra quem quer uma história merda de domingo (segunda?) à noite. Aquela velha história de "Strangers. Friends. Best Friends. Lovers. Strangers"

TLDR: Antes de qualquer coisa, eu sou sim um idiota, burro, fiz merda. Ela também fez merda. Todos erramos. Eu nem devia tá mal (nem ela, isso era pra ter terminado faz tempo, talvez...). Mas vou jogar fora essa parada mesmo, então só desabafar pra dar um "cooldown" nesse cérebro merda. Foi mal, eu te entendo se você ficar com raiva, te entendo se você me mandar à merda, eu mereço...

Tive uma namorada, a gente tem certo grau de parentesco (primos de segundo grau), mas nunca convivemos juntos. Nos "conhecemos" quando eu tinha uns 17, época de Orkut. Nos vimos numa festa (eu bêbado, ela tanto quanto), ficamos mais por uma besteira de adolescentes.

Ficamos amigos, muito amigos, dividíamos tudo. Houve traição depois de uns anos por parte dela, ficou com um amigo meu (época difícil da vida dela, tenho que dar o braço a torcer), nos separamos por pouquíssimo tempo (aê corno manso e burro que eu sou). Ficamos juntos mais um tempo, tudo indo certo. Fiz uma cagada de ir onde não devia (não, não fiz nada de "mais"), menti. Brigamos, continuamos juntos.

Tudo tava certo, tudo tava estável. Passou-se alguns anos (4 depois da onda de caos). Tava construindo meu AP, as coisas tinham se ajeitado, a gente tava junto um do outro. As coisas se acetaram na real, mas ela tem depressão e eu também (distimia, na real)

Terminamos. Ficamos 1 ano separados. Doeu? Pra caralho. Gosto dela? Bastante. Acabei ficando com uma amiga dela que era minha amiga faz tempo.

Voltamos um ano depois, eu não contei essa história da amiga, não tive coragem. Ficamos mais um ano juntos, mas eu nunca botei "namorando" nem nada no facebook (em partes porque odeio rede social, cheguei a excluir por um tempo, não consigo tirar foto da minha cara), em partes porque sou cagão e um bosta.

Ficamos um ano saindo juntos, era legal. No último mês não rolou sexo, eu tava numas bad vibes fodidas, depressão pegando foda, remédio não me ajudava. Comecei a ir num tratamento.

Ela fala que "não rola mais, nossos objetivos são diferentes", saímos mais umas duas vezes juntos. Eu tava tentando melhorar, não deu. Ela falou "Não dá mais". Pensei que seria como da outra vez, a gente se separaria, a saudade bateria, a gente voltaria. Eu aceitei a "separação" porque seria melhor pra ela, não ter que conviver com um bosta como eu.

Ficamos um mês separados. Um cara "famosinho" começou a curtir as fotos dela (eu suspeitava)... Hoje ela começou a namorar com esse cara. Não sei se eu tava ligado à ela ainda, tendia à não sair com outras garotas (em parte porque prefiro amizade primeiro, em parte porque odeio Tinder, maldito cardápio de pessoas).

Ver ela namorando doeu. Doeu pra caralho. Ela fez merda no passado, eu fiz, mas alguma coisa me dizia que tinha chance... Sei lá, você convive tanto tempo (8~9 anos no total?) com uma pessoa. Bloqueei ela em todas as redes sociais, em tudo.

Doeu, doeu pra caralho. Uma amiga (namorada de amigo) me ajudou a superar a noite, devo muito à ela. Vou tentar dormir pra ver se esqueço.
A gente deveria ter terminado há muito tempo. Eu sei. Meu lado racional diz isso, mas o lado emocional é que é difícil de controlar.

Desculpa tá importunando vocês. :/

Espero que as coisas um dia melhorem. Espero que essas dores passem. A gente não foi feito pra terminar junto, mas o ponto que você "cai na real" da separação é foda.

Boa noite, desculpa por tudo aí, galera :(
Só precisava desabafar. Boa sorte pra vocês.


P.S: Se alguém já passou por um término ou algo assim, é normal sentir como se fosse uma "competição"? Se ela tá pegando alguém e eu não to, eu me sinto mal. Se eu pego alguém, tem um "balanceamento de karma".

Parece que é um "jogo" o tempo todo, onde você se sente um merda se tá fazendo menos que ela...
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2018.08.11 05:10 oDesconhecido Indecisões, incertezas e maneiras de agir.

Tenho 15 anos e estou no primeiro ano do ensino médio, meu pais são separados há quase 4 anos e moro com a minha mãe. Recentemente um pensamento anda tomando conta de mim "Será que é isso que devo fazer?", "Sou diferente dos outros da minha idade?" e outros tipos semelhantes, as vezes eu me comparo com meus colegas da escola e pessoas que tem a mesma idade que eu, sempre nessas comparações eu percebo o quão estranho/diferente eu sou, meus colegas saem pra festas, vão beber, namorar e outras coisas, eu apenas vou para escola (cumprir minhas obrigações como estudante) e fico entocado dentro de casa muitas vezes na frente do computador, não saio para festas (aliás nunca fui na verdade), não bebo e não namoro (nunca namorei na verdade), em outras palavras, minha vida é ficar dentro de casa na frente de um computador muitas vezes fazendo nada, minha mãe já me falou "Você vai morrer na frente desse computador" eu sei que ela fala pro meu bem, mas eu não consigo agir igual uma "pessoa normal" da minha idade.
Na escola eu sou muito recluso, quando bate a hora do intervalo eu sempre fico sentado na cadeira, desde o momento que chego até o fim da aula, converso com algumas pessoas, mas sempre é o mesmo grupo de pessoas, desde que começou o período letivo esse ano eu nunca fui para uma aula de educação física, não que eu seja ruim em esportes nem nada, mas é que eu realmente não consigo me sentir confortável. O que devo fazer? Devo mudar meus hábitos? talvez isso seja loucura de adolescente ou algo do tipo, mas realmente eu não sei o que fazer.
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2017.07.23 16:32 trajlkgdan A mãe da minha namorada é tóxica pra ela

TL;DR Mãe da minha namorada quer que ela seja tão infeliz quanto ela é e faz chantagem emocional frequentemente com ela pra que ela volte pra casa pra que o pai tenha que pagar pensão de novo
Conheci minha namorada pela internet tem mais ou menos 1 ano e 4 meses e a gente namora tem 1 ano.Eu tenho 19 e ela tem 16 anos. Quando eu a conheci, ela tava morando em MG,com o pai(o pai e a mãe são separados), e eu em Goiás. A gente começou a namorar à distância mesmo e no começo era tudo bem, ela não me falava muito sobre a família dela ou como ela era tratada lá,mas depois de um tempo, ela começou a me falar sobre como era lá, como era a família dela e essas coisas. Vou tentar explicar mais ou menos como era, porque isso é importante pra vocês entenderem o que tá acontecendo agora:
O pai dela nunca foi um pai/marido muito bom, quando ele ainda era casado com a mãe da A(vou chamar minha namorada por A pra não ficar repetitivo), ele ameaçava ela, traia ela, gastava todo o dinheiro que eles ganhavam em bebida, o que é algo que é relativamente comum. Passou um tempo e eles se separaram, e a A ficou com a mãe dela. As duas passaram por MUITA dificuldade por muito tempo, tiveram que morar de favor algumas vezes, passaram fome e tal. Teve uma época em que elas não tinham móvel nenhum, dormiam no chão e tinham que usar a geladeira da vizinha.
Nessa época, tanto a mãe(que também não tinha aceitado o fim do casamento) quanto a A(que tem ansiedade) ficaram com depressão, e em certo ponto, a mãe dela propôs pra ela que as duas se matassem juntas(coisa que a A não aceitou porque tava bem no dia).A A, porém, tava muito mal e tentou se matar outras vezes(ela tem algumas marcas nos braços por causa disso). Passado mais um tempo, a mãe conseguiu emprego e a A começou a receber pensão, então elas conseguiram melhorar um pouco de vida. O problema é que o trabalho da mãe era muito pesado, e ela ficava muito estressada e brigava muito com a A por motivos inventados(dizia que a A tinha ciúme dos namorados que ela arrumava, por exemplo). Elas brigavam todo dia, a mãe batia nela e tava tudo muito ruim lá.
O pai, que não queria continuar pagando pensão, aproveitou a situação e chamou a A pra ir morar com ele, disse que ia pagar o tratamento dela pra ansiedade/depressão e que com ele as coisas iam ser melhores. A A que tava passando por uma situação muito ruim com a mãe resolveu aceitar e foi morar com o pai (alguns dias antes dela ir morar com o pai que eu conheci a A). Quando ela foi morar com o pai, no começo era tudo bem e ele tava realmente ajudando ela com a depressão, dando os remédios e tava tudo bem, mas o tempo foi passando, e o pai que é alcoolatra começou a beber muito e maltratar ela, deixou de pagar os remédios, não levava ela no médico(nessa época ela teve cálculo renal) e até deixou ela sem comer. A A nesse tempo ficou muito mal,chorava todo dia, quase se matou duas vezes, foi muito ruim.
Nessa época, eu que tava muito preocupado com ela, falei pra ela que ela deveria vir morar comigo, porque aqui ela ia ter o que comer, ia tomar os remédios dela e ia conseguir estudar pra conseguir melhorar de vida(porque em uma situação em que ela não tem nem comida é muito difícil estudar). Ela resolveu vir morar comigo em Goiás, e agora ela toma os remédios direito, come direito, tem vários animais de estimação que ela gosta muito e a vida dela no geral tá melhor(de acordo com ela mesma).
O pai dela não se importou muito(ele nunca se importou muito com ela, só queria deixar de pagar a pensão mesmo), mas a mãe, desde o primeiro dia, falou pra ela que ela não deveria ter vindo pra cá, que o lugar dela era com a família, que ela tinha muita vontade de ainda ter a mãe, que ela era muito nova pra sair de casa, e chegou a ameaçar que não ia mais falar com a filha se ela realmente ficasse aqui. Eu acredito que ela ficou assim porque ela tem muita raiva do ex marido(ela sempre fala que queria ter a família toda de volta) por ter largado ela e quer que a filha fique com ela pra poder tirar o dinheiro da pensão dele, e ela realmente chegou a falar pra minha mãe que a A não devia ficar aqui porque ela queria a pensão.
Desde então, a mãe faz MUITA chantagem psicológica com a A pra que ela volte pra casa, e isso deixa ela muito mal porque mesmo com tudo que a mãe fez, ela ainda ama muito a mãe(por causa de todo o sofrimento que elas passaram juntas antigamente). Eu sempre pergunto pra A se ela tá feliz aqui, se ela acha que tá bem aqui e ela diz que nunca esteve tão feliz na vida, mas sempre que a mãe fala com ela,ela sempre chora muito e fica em dúvida sobre se ela deve voltar a ficar com ela. Ela me disse ontem que tava disposta a se sacrificar pra deixar a mãe feliz.
Aqui em baixo tá o que a mãe falou pra ela ontem, que fez ela chorar muito a ponto de dizer que voltaria pra lá pra fazer a mãe feliz: http://imgur.com/a/5Xuc9
Eu não tenho a menor ideia do que eu devo fazer pra tentar resolver isso. Eu conversei com ela ontem, disse que mãe tá chantageando ela emocionalmente, e ela disse que mesmo assim ela taria disposta a voltar pra ajudar ela. O que eu faço??
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2017.01.20 03:38 harpuiak [Desabafo] Preciso de ajuda sobre o meu futuro.

Boa noite galera, é o seguinte, faço 18 anos esse ano e estou tentando vestibular para medicina, porém esse é o segundo ano que fico na faixa dos 740-750 pontos e não serei aprovado, e preciso definir o meu destino.
Pra dar um pouco de background: sou filho de pais separados. Meus pais se separaram incontáveis vezes durante a minha vida, mas dessa vez creio que seja permanente, uma vez que minha mãe só permaneceu por causa de mim e minha irmã mais nova (15 anos), emocionalmente falando eu sou um fudido, tenho depressão e acho que estou desenvolvendo algum transtorno bipolar (minha irmã também tem depressão), sou completamente infeliz vivendo com meu pai, com quem sempre morei a vida inteira, ele é aposentado há cerca de 10 anos por esquizofrenia paranóide e fortes características psicopatas e é altamente controlador, ou seja, meu desenvolvimento foi completamente fudido, dentre diversas situações ele já tocou fogo nos pertences da minha mãe por achar que ela estava traindo ele, já tive que separar brigas físicas dos dois em que eu mesmo terminei apanhando, apanhei de murros e chutes, e já tive que lutar fisicamente com ele para não ser morto a facadas. Só morei com ele por condições financeiras, pois desejo um futuro bom.
Ele é uma pessoa extremamente tóxica e nociva, porém conseguia controlar todas as pessoas ao redor e convencê-las que ele é o certo nas situações, desde quando "casou" com minha mãe com ela tendo 14 anos e ele 36, à quando foi inocentado na justiça por ter tentado assassinar um vizinho com quem tinha problemas. Durante toda minha vida ele sempre me afastou do resto da família, e nesse momento me encontro sozinho. Brigou com todos os meus tios, e nenhum deles fala mais com ele ou comigo, minha mãe foi embora definitivamente, meu irmão mais velho (32) também cortou relações de vez com ele, minha irmã foi morar com minha mãe. Novamente estou vivendo sozinho com ele por falta de opção (minha mãe mora numa favela, ganha muito mal, e não recebe nenhuma ajuda).
Não que isso seja um problema, sobrevivi a tudo isso sozinho aos trancos e barrancos mas estou aqui, sempre fui um dos melhores da turma, estudei em escolas particulares boas por ter conseguido bolsas parciais, em que meus tios pagavam o resto. (Davam o valor integral ao meu pai que nunca disse que eu tinha bolsa, e mesmo assim ele ameaçava me tirar da escola diversas vezes)
Já tive leves problemas com drogas, álcool e depressão profunda que atrapalharam muito meus estudos (a depressão ainda atrapalha), mas consegui me recuperar, nunca procurei ajuda especializada, mas desde que comecei a namorar, tive mais um motivo pra seguir em frente juntamente com minha irmã (que foi a única coisa que impediu meu suícidio por anos).
Estou ciente que não passarei esse ano, mas tenho muito receio ao que fazer por alguns motivos: quero sair de casa o mais rápido possível e quero ter dinheiro pra viver uma vida boa e constituir família.
Com minha nota do enem, consegui bolsa integral num cursinho bom na minha cidade, minha namorada também vive perto, então eu não me afastaria tanto dela mesmo com tão pouco tempo livre, porém tenho medo de não ser o suficiente, pois também fiz um cursinho de nível parecido ano passado e não consegui. Tentei bolsa no melhor cursinho da cidade e estou esperando o resultado, ou pelo menos conseguir algum desconto pois o valor é absurdo e completamente fora da minha realidade pagar, sei que esse curso oferece financiamento até aprovação, o que ajuda, porém teria que me mudar de cidade, que embora perto, não conheço nada/ninguém, e estaria em débito com o meu pai, que passaria isso na minha cara sempre, e eu teria que pagá-lo depois (não que isso fosse um problema, mas até conseguir será difícil), fora que estaria cada vez mais isolado e afastado de qualquer ajuda.
Também penso em tentar outro curso, como Direito, tentar estagiar cedo, e sair de casa o mais rápido possível, porém, abandonaria o sonho de Medicina por tempo indeterminado, e não sei se conseguiria prosperar na área. Ou tentar carreira militar, embora não suporto a ideia de ter quer viajar tanto para poder crescer economicamente. O que fazer?
Sobre meus problemas, nunca falei nada a ninguém, apenas minha namorada sabe parte deles e entende qualquer decisão que eu tomar.
Peço desculpas pela Textwall ou a formatação, nunca postei algo assim antes.
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